sábado, 17 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

Eu preciso de serenidade



Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não...a vida não para)


Sob a Tua Serenidade de Cecília Meireles



Não me ouvirás… É vão… Tudo se espalha
pelos ermos de azul… E permaneces
sobre o vale das súplicas e preces
com solenes grandezas de muralha…

Minha alma, sem te ouvir nem ver, trabalha
tranqüila. Solidão… Desinteresses…
Por que pedir? De tudo que me desses
nada servira a esta existência falha…

Nada servira, agora… E, noutra vida,
oh! noutra vida eu sei que terei tudo
que há na paragem bem-aventurada…

Tudo, – porque eu nasci desiludida,
e sofri, de olhos mansos, lábio mudo,
não tendo nada e não pedindo nada…

SERENIDADE


Acordar e ser um dia. Ser um dia, como outro dia, só mais um dia.
Acordar e pensar o que fazer desse dia. E compreender que se vive muito mais por dentro do que por fora, sempre.
E o que se vive por fora vive-se sempre de um impulso que vem de dentro.
Compreender isto e perceber a inutilidade desta compreensão.


Acordar e ser um dia. Ser um dia, como outro dia, só mais um dia.
Acordar e sair para a rua. Mergulhar na luz solar, de olhos bem abertos
Ansiando pela profunda cegueira azul.
Compreender que tudo se passa em segundos. E segundos depois,
A rua é a mesma, as casas são as mesmas, tudo é o mesmo.
Nada mudou.
Compreender isto e perceber a inutilidade desta compreensão.


Acordar e ser um dia. Ser um dia, como outro dia, só mais um dia.
Acordar e lançar-se de garras afiadas sobre os livros, seduzir a poesia
Pelas horas matinais, procurar o grande amor das palavras.
Viver esta paixão louca. E olhar lá para fora. E ver um dia. Só mais um dia.
E compreender que nada mudou.
Compreender isto e perceber a inutilidade desta compreensão.

Acordar e ser um dia. Ser um dia como outro dia, só mais um dia.
Fechar os olhos. Entrar no sonho. Sentir-te ao meu lado. O teu cheiro.
O sabor da tua pele. O calor da tua presença. A ternura do teu olhar.
Um sonho. Não acordo. E nada muda.
E não quero compreender nada.

Há uma suspensão azul sobre as nossas almas.
E um desígnio de cores nos nossos dias.


Acordo e vejo o cinzento. Como posso ver outras cores mascaradas.
E volto-me na cama, para o lado de dentro do mundo.
A verdade está no olhar, sempre. A verdade está sempre no que os olhos dizem,
Porque é nos olhos que vive a palavra que falta sempre.
Acordo e vejo o cinzento. Posso vê-lo dias após dias.
Olho para o céu dentro de mim e compreendo
A suspensão azul nas nossas almas
O desígnio de cores nos nossos dias.

E não preciso compreender mais coisa alguma.
Dentro vive a palavra que falta. No sangue. Na alma. No destino

quarta-feira, 7 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010



As coisas que realizamos, nunca são tão belas quanto
às que sonhamos. Mas às vezes, nos acontecem
coisas tão belas, que nunca pensamos em sonhá-las.
Que o sussurrar do vento te leve um beijo carinhoso
e me deixe em seus pensamentos para que a distância
não apague em ti minha existência.

BOA PASCOA





quinta-feira, 1 de abril de 2010